Eu estava em uma espécie de escola ou faculdade, não sei bem, que lembra muito o colégio onde estudei. O prédio era muito grande, havia pelo menos uns 10 andares; 6 andares acima do nível da rua e uns 4 à abaixo. Com um aspecto de recém pintado de cor amarela bem clarinha, era uma estrutura arquitetônica interessante. Bastante comprido e cercado por um muro baixo, atrás deste havia um declive coberto de gramas e plantas baixas, logo após dava se inicio a um muro de contenção. Havia um vão entre o muro e o prédio. Em cada andar haviam corredores lembrando grandes varandas. Ao longo destes corredores existiam diversas portas e janelas dando acesso ao que parecia ser salas de aulas.
Ao entrar no prédio pôde-se ver a escada que leva aos demais andares. A entrada toda coberta, parecia um largo corredor. Ao final era possível ver uma grande escada que dava acesso aos demais andares do prédio. Acima e abaixo da entrada tinha uma outra grande e surreal escada externa feita de concreto, bem parecida com a saída de incêndio dos edifícios americanos. Ao longo desta escada era possível observar muitas falhas, em alguns momentos parecia um andaime.
Entrei no prédio e comecei a subir as escadas. A subida foi bem difícil por que eu ficava com medo de cair. Tinha uma amiga que me acompanhava e ajudava. Estávamos com pressa, tínhamos que chegar ao telhado a tempo de ver os cometas. Apesar do constante medo, consegui chegar a tempo. Os cometas surgiram, pareciam mais meteoritos, começaram a passar bem próximo ao telhado, tão próximo que precisávamos no abaixar para que não nos atingissem. Observando o meu redor, vi que tinham outras pessoas lá.
Após um tempo resolvemos descer, foi um outro sacrifício. Enquanto descíamos várias alunas, que estavam na sala de aula, nos olhavam. Houve um lapso no tempo e de repente eu estava no térreo. Olhando de baixo para cima, o prédio parecia muito maior. Um senhor grisalho, o diretor da escola, veio conversar comigo. Ele estava nervoso, eu fizera algo errado, não sei o que foi, mas sentia aquele aperto no peito e a sensação de culpa.
Logo após o cenário mudou. Surgiram vários cabides com roupas ao longo do corredor, no final observei uma porta de vidro, a entrada para uma loja de departamentos. Tudo era muito estranho. O diretor foi embora e em seguida veio uma senhora de olhar simpático, ela conversava comigo tentando me acalmar, eu ainda estava nervosa devido à bronca que levei. De repente, meu colega do trabalho surgiu, os cabelos dele estavam bastante cumpridos, para evitar que caíssem no rosto, havia uma passadeira bem discreta. Ele abraçava a senhora.
Momento depois, três colegas do trabalho apareceram correndo e brincando entre os cabides. A sensação de culpa havia passado e eu me divertia observando as brincadeiras. Resolvi entrar na loja e olhar as roupas que estavam à venda, vi uma bolsa linda, a mesma que eu queria comprar há algum tempo atrás. Lembro-me de ter pensado que aquela bolsa me perseguia, acordei pensando nesta bolsa.
sexta-feira, abril 28, 2006
O prédio
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