quarta-feira, abril 12, 2006

O ônibus

Não tive uma boa noite de sono. Acordei várias vezes e depois voltava a dormir. Fiquei com a aquela sensação de está meio acordada e meio dormindo, sabe? Ainda assim tive um sonho bastante detalhado.

A primeira coisa que recordo é de estar em uma loja de móveis, no meu sonho ela ficava bem próxima à faculdade que cursei. Explicando um pouco sobre a instituição, haviam duas entradas; uma é a de baixo e a outra é a saída de cima. Depois das aulas, na hora de voltar para casa, muitos alunos saem pela porta inferior e descem para o ponto de ônibus próximo ao hospital Sarah. Este ponto costumava ficar lotado de pessoas à noite. Outros alunos, uma minoria, dirigem para a saída superior, lá tem um outro ponto. Também costuma ficar lotado.

No meu sonho, em frente à loja havia um ponto de ônibus que lembrava muito o do Sarah. Parecia ser o final da tarde, na rua havia uma linha divisória, a faixa preferencial para circulação de ônibus. Eu esperava meu ônibus na porta da loja, na sombra, estava fazendo muito calor. Observando as pessoas ao meu redor, percebi que muitas delas seguravam cadernos e livros. Havia uma mulher em especial que chamou minha atenção. Ela estava no meio da rua, em cima da faixa, parecia estar impaciente e irritada. Me lembro de ter ficado muito preocupada, pensava “que mulher doida, ela vai se acidentar”, um amigo percebeu a situação e foi lá falar com ela, como estava muito longe, não pode escutar.

Continuei esperando até que o meu ônibus apareceu, eu não estava mais em frente à loja. Neste momento estava no ponto de ônibus que ficava próximo à saída superior da faculdade. Me levantei para pegar o ônibus, neste momento era noite e haviam outras pessoas no ponto. Subi e parei na catraca para pegar o meu Smart Card (cartão de meia passagem) do bolso. Neste curto período em que eu estava parada, um conhecido, que lembrava muito um antigo estagiário com quem eu trabalhei, pediu para poder testar o cartão dele. O leitor do cartão parecia um palm top, a tela era branca e as fontes pretas. Eu percebi que ele estava alterando as configurações do aparelho e me chateei. Fale com ele em um tom impaciente que queria passar, estava com uma mochila pesada e livros nas mãos. Passei o meu cartão que acabou não sendo aceito, tentei mais duas vezes, começou a informar que o limite de passagens havia sido estourado. No final, muito a contra gosto, paguei a passagem inteira.

O ônibus chegou ao destino e de repente eu estava dentro de uma instituição, parecia uma faculdade. Não lembro como ela era detalhadamente, sei que era grande, amarela e tinha muitas escadas. Recordo que estava com vontade de ir ao banheiro, comecei a procurar por um e à medida que encontrava com algumas pessoas pedia direções, mas ninguém sabia informar. De tanto procurar acabei encontrando. O banheiro era todo de azulejo branco desgastado, dava uma impressão de ser amarelo. Havia uma divisória amarelada bastante frágil. Apesar de bastante velho, era bem limpinho. Eu usei o sanitário. Nesta parte me lembro de ter acordado e logo depois voltei a dormir.

O sonho continuou. Depois do banheiro apareci em uma sala de aula. Tinha um aspecto rústico, os pisos eram vermelhos da cor de barro. Ao fundo tinha um quadro verde de giz. As janelas eram de madeira bastante desgastada, dava para ver os galhos das árvores do lado de fora. Dentro da sala haviam várias pessoas, uma delas eu reconheci, era minha melhor amiga. Ela tirava diversas fotos do pessoal e me pedia para tirar fotos dela, nós conversávamos e eu dava algumas sugestões de poses. A câmara era digital, mas mesmo assim utilizava o visor das câmeras analógicas. Tive a sensação de tê-la visto tirando fotos no ponto de ônibus.

A minha amiga começou a me mostrar fotos da minha mãe. De repente, me transformei em uma espécie de observadora, podia ver tudo o que se passava, mas eu não estava lá. Vi enquanto ela tirava as fotos da minha mãe enquanto ela dormia e enquanto ela acordava. Esta foi a ultima lembrança do meu sonho.

Um comentário:

Leonardo Araújo disse...

Mila, acho que vc precisa reduzir a dose de Diazepan que consome antes de dormir.

Hehhehehehe.

Brincadeira. Ótimo post!

Beijos